terça-feira, 11 de novembro de 2008

Retomada

Após mais de três meses sem escrever uma linha, resolvi aparecer por aqui. Fico encantada com quem tem um blog. Fico mesmo. E foi por isso que resolvi criar um. Mas não sei sobre o quê escrever. Várias coisas passam em minha mente enquanto escrevos estas palavras. Mas nada me anima. Penso em inúmeras coisas que poderia escrever como, por exemplo, Comunicação e Tempo, Jornalismo, comportamento da minha geração X (esse é um tema que me apetece bastante)... bom e mais uma série de coisas. O mais importante no momento é que eu não pare de postar textos aqui (mesmo que sejam textos inúteis como esse), mas ao menos estarei praticando minha escrita.
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Sexta passada fiquei em casa. Não sai. Sofia, minha filha estava comigo. Enquanto ela e minha madre dormiam, resolvi fazer uma coisa que adoro. Beber sozinha no meu quarto, no meu ninho. Não só beber, mas falar com Jah também. Despertar outros sentidos que ficam adormecidos devido a lucidez necessária(?) do meu dia-a-dia. Enfim. Bebi, fumei e escrevi. Eis as palavras que vieram:

Quero escrever. Quero que as palavras escorram de meus dedos. Quero sentir este prazer. Prazer este que me foi negado. Ou eu que o neguei. Ou nós que nos negamos.

Só sei que desejo tê-lo.

Os teclados são macios. Lembrei-me dos homens da caverna. O tamanho da nossa evolução: A engenhosidade das construções.

Suas palavras metálicas e cíclicas entram no meu cérebro e buscam lembranças de um sonho, algo que me deixe dormente e plena.

Impulsividade é tentar escrever uma carta de amor enquanto dura uma canção.


Sei que não é grande coisa, mas ao menos escrevi. Isso para mim já é o máximo.



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