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Sexta passada fiquei em casa. Não sai. Sofia, minha filha estava comigo. Enquanto ela e minha madre dormiam, resolvi fazer uma coisa que adoro. Beber sozinha no meu quarto, no meu ninho. Não só beber, mas falar com Jah também. Despertar outros sentidos que ficam adormecidos devido a lucidez necessária(?) do meu dia-a-dia. Enfim. Bebi, fumei e escrevi. Eis as palavras que vieram:
Quero escrever. Quero que as palavras escorram de meus dedos. Quero sentir este prazer. Prazer este que me foi negado. Ou eu que o neguei. Ou nós que nos negamos.
Só sei que desejo tê-lo.
Os teclados são macios. Lembrei-me dos homens da caverna. O tamanho da nossa evolução: A engenhosidade das construções.
Impulsividade é tentar escrever uma carta de amor enquanto dura uma canção.
Sei que não é grande coisa, mas ao menos escrevi. Isso para mim já é o máximo.